As irmãs Maria Ysadora e Maria Ysabelle, que nasceram unidas pela cabeça e foram submetidas a um criterioso e inédito processo clínico no Brasil para a separação, viajaram nesta sexta-feira (29) com os pais para o Ceará. A família é natural de Patacas, distrito de Aquiraz, a 32 quilômetros de Fortaleza (CE).

As meninas eram acompanhadas há dois anos por uma equipe multidisciplinar do Hospital das Clínicas (HC), em Ribeirão Preto (SP). A cirurgia definitiva aconteceu em outubro de 2018.

Segundo a assessoria de imprensa do centro médico, Maria Ysadora e Maria Ysabelle passarão a ser acompanhadas em Fortaleza (CE) pelo neurologista Eduardo Jucá. O médico foi o responsável pela transferência das meninas para o HC, em Ribeirão Preto, em 2017.

Foto no avião

Uma foto divulgada no perfil do Hospital das Clínicas em uma rede social mostra as irmãs e os pais acomodados no voo, que deixou o Aeroporto Leite Lopes na manhã desta sexta-feira, com destino a Fortaleza. Maria Ysadora e Maria Ysabelle ainda usam proteção nas cabeças e aparecem vestidas com macacões azuis e blusas cor-de-rosa.

De acordo com o HC, a boa evolução após o complexo processo de separação permitiu que as duas tivessem alta e pudessem voltar à terra natal. Em janeiro deste ano, o pai das meninas, Diego Freitas Farias disse que sonhava levar as filhas para conhecer o mar.

Inicialmente, a família planejou celebrar a chegada de 2019 em Aquiraz, mas a viagem teve que ser adiada em razão da cicatrização de Maria Ysadora, já que ela havia passado por uma cirurgia de enxerto.

Desde a separação, a família morava em um condomínio fechado e se mantinha com a ajuda de amigos, em Ribeirão Preto.

Na quarta-feira (27), o pai publicou uma foto ao lado de parte da equipe médica envolvida no caso e uma mensagem de agradecimento a todos que acompanharam “a batalha”.

Trajetória

As irmãs cearenses nasceram unidas pela cabeça. Nunca uma separação desse tipo tinha sido feita no Brasil. O procedimento foi dividido em cinco etapas para que pudesse ser concretizado.

A primeira operação ocorreu em 17 de fevereiro e durou cerca de sete horas. A quarta cirurgia aconteceu em agosto, quando os médicos implantaram expansores subcutâneos para dar elasticidade à pele e garantir que houvesse tecido suficiente para cobrir os dois crânios.

O último procedimento durou 20 horas e envolveu 30 médicos, incluindo quatro norte-americanos – entre eles o cirurgião James Goodrich, referência mundial no assunto e que acompanhou todas as etapas da separação das gêmeas.

O caso das gêmeas cearenses é considerado um dos procedimentos cirúrgicos mais complexos e avançados da medicina brasileira.

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Catolé em Foco
Fonte: G1 CE

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