Os candidatos a presidente Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) voltaram a se provocar em mensagens publicadas no Twitter nesta quarta-feira (17). Na terça-feira (16), eles já haviam trocado farpas sobre debates.

As desavenças desta quarta-feira (17) começaram quando Bolsonaro publicou uma mensagem com um trecho em vídeo de uma entrevista de Haddad. O candidato do PSL escreveu que, “depois de Cid Gomes, agora, é a vez do próprio Andrade tentar ajudar Bolsonaro! Kkkk…”.

A mensagem é acompanhada de uma pequena parte, em vídeo, da entrevista concedida por Haddad ao jornal “El País”. “O Bolsonaro tem a vantagem de que ao longo de 28 anos como deputado não mentiu. Ele está mentindo agora”, disse Haddad. Em sua edição, a equipe de Bolsonaro colocou pessoas rindo ao final do trecho.

Antes dizia o que pensava, e agora evita pra não perder voto. Por isso não quer debater.

— Fernando Haddad 13 (@Haddad_Fernando) 17 de outubro de 2018
O restante da resposta de Haddad ao “El País” trazia que Bolsonaro “falou que fecharia o Congresso se fosse presidente, que não precisaria impedir os filhos de casarem com uma afrodescendente porque ele os educou bem e o filho não se misturaria, que pessoas LGBT são desprezíveis e precisam ser jogadas no lixo. Ele nunca escondeu suas próprias opiniões. Agora, na campanha, ele está calibrando um pouco, mas ele é isso”.

Cerca de uma hora depois, o petista usou sua conta no Twitter para retrucar Bolsonaro. “Antes dizia o que pensava, e agora evita para não perder voto. Por isso não quer debater”, escreveu Haddad.

O candidato do PT, então, passa a apresentar uma série de trechos que mostram Bolsonaro falando, por exemplo, que seus filhos “foram muito bem educados” depois de ser questionado pela cantora Preta Gil no extinto programa “CQC”, da TV Bandeirantes, sobre eles se apaixonarem por uma negra.

Há outro trecho em que Bolsonaro diz que quilombolas “não fazem nada” e de uma entrevista em que o presidenciável confessa “sonegar tudo que for possível”, além de vídeos em que ele bate continência à bandeira dos Estados Unidos e em que ele saúda o ex-presidente venezuelano Hugo Chávez.

UOL

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