Na última semana, o governo federal anunciou que vai retirar a obrigatoriedade do uso de simuladores para a expedição da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Uma das consequências anunciadas pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, é que haveria redução no valor cobrado pelas autoescolas. Porém, não é o que confirma o presidente do Sindicato das Autoescolas da Paraíba e diretor da Federação Nacional das Autoescolas, Claudionor Fernandes. Segundo ele, a medida não vai baratear os custos.

“Não vai diminuir. Estamos há mais de quatro anos com o mesmo valor, não vai diminuir. O valor para tirar a habilitação custa R$ 1.200, desses R$ 500 são do Detran e impostos, e sobram R$ 700 para 40 horas-aula. O que devia diminuir era a carga tributária e a interferência. Por que eles não diminuem a carga tributaria?”, questionou.

Além da questão financeira, Claudionor também bateu no ponto da qualidade do ensino. Segundo ele, além de não baixar o valor, os alunos terão menos instruções do que costumeiramente vêm tendo.

“A população vai sair perdendo com a qualidade de ensino. É de fundamental importância o simulador para o início. Vai prejudicar a qualidade de ensino. Vem o governo federal, primeiro, obriga ter o equipamento e, depois, outro coloca como opcional”, argumentou.

Assim como Claudionor, o superintendente do Departamento de Trânsito da Paraíba (Detran-PB), Agamenon Vieira, também falou sobre a diminuição na quantidade de horas-aula, já que o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) também diminuiu de 25 para 20 horas o número de aulas práticas para os aspirantes à habilitação da categoria B.

“Meu posicionamento pessoal é que diante da quantidade de acidentes, quem comete acidentes é quem conduz carro. As autoescolas treinam, dão aula, fazem com que um condutor de veículo saia com maior perícia. Se estamos diminuindo a quantidade de aula, mesmo sendo do simulador, eu não tenho avaliação que isso vai melhorar”, afirmou.

Outros planos do governo

De acordo com Claudionor, a priori, os planos do governo eram outros. Segundo ele, o governo federal estudava aplicar cursos à distância para se obter a Carteira de Habilitação Nacional (CNH).

“O governo ia tomar outras posições querendo comparar a gente com os Estados Unidos. Queriam fazer curso à distância para tirar habilitação. É complicado. A gente conseguiu derrubar essa questão. [A justificativa] é porque tinha um diretor que morou cinco anos nos Estados Unidos. Não é para a gente se basear pelos Estados Unidos, e sim pelo Japão, que diminuiu drasticamente o número de acidentes fazendo uma unificação das autoescolas. O prazo de renovação é de três anos para habilitação e se não cometer infração, passa para cinco anos. No Brasil, querem tirar as coisas em uma canetada”, criticou.

Fonte: Expresso PB

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